quinta-feira, 14 de março de 2019
Analise Dia das Mulhere com 8° e 9° ano Escola Estadual Prof. Ageno Ferreira Leão
O dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no Executivo e Legislativo.
Mas vejamos algumas datas pelo mundo onde a mulher reivindica seus direitos:
– 1788 – o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres
– 1840 – Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos
– 1859 – surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres
– 1862 – durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia
– 1865 – na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs
– 1866 – No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
– 1869 – é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
– 1870 – Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina
– 1874 – criada no Japão a primeira escola normal para moças
– 1878 – criada na Rússia uma Universidade Feminina
– 1901 – o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres.
A mulher tem sim conquistado seu lugar na sociedade atual e com certeza o preço por isso não tem sido pequeno, pois ela ganhou e ganha lugar de destaque na sociedade, na política, nos diversos empregos, como o número crescente de juízas, promotoras, delegadas, médicas, etc; embora seu papel continue sendo dentro do lar, raras exceções, o mesmo de total responsabilidade pela educação dos filhos e administradora da casa, principalmente, depois que os bolsas famílias, vale gás, cestas básicas e bolsa escolar retirou do mercado as mulheres que, para aumentar e ajudar a renda familiar trabalhavam como “secretárias” (domésticas) em diversos lares. O preço por estas conquistas tem sido alto: grande jornada de trabalho; aumento de problemas cardíacos; depressão; problemas conjugais; alcoolismo, etc.
Mas, mesmo com todas essas conquistas ainda percebemos claramente o desrespeito e a violência para com mulher na sociedade brasileira, mesmo sendo os homens conhecedores da Lei “Maria da Penha”, diariamente vemos nos noticiários: “mais uma mulher “espancada” pelo companheiro”; “mulher é encontrada morta num matagal”; “mulher é escravizada pelo companheiro”, “tráfico de mulheres”; “adolescente é vítima de abuso sexual”, etc. Isso tudo em pleno século XXI.
A mulher sabe de sua força, de seu valor e deve continuar brilhando em todos os lugares por onde passa. Mas para o homem imaturo, o brilho conquistado pela mulher o deixa ainda mais inseguro perante a si mesmo e ao seu meio. Fragilizado por suas fraquezas desperta dentro dele o animal ainda não dominado pelo Eu superior, deixando que o Ego o domine e o escravize ainda na selvageria de seu instinto.
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